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domingo, 21 de agosto de 2011

Animal sacrificado após queda na arena de Barretos. A estúpida prática de maltratar continua em alta.



Sou radicalmente contra rodeios, prática estúpida que maltrata animais. Não me comovo nem um pouco quando um peão é violentamente pisoteado pelos bois. Quanto às touradas, não vou sequer comentar, pois é uma prática que comprova que alguns seres humanos ainda não desenvolveram o intelecto, que penso inexistir. Também não acho nem um pouco ruim quando leio que um touro mais valente chifrou e causou sérios danos a um toureiro qualquer (que se tivesse conseguido domar o animal, o mataria com uma espada).




Falta de sensibilidade com os “profissionais” deste ramo que sofrem acidentes causados pelos animais? Nem um pouco. É sensatez mesmo. A questão que se coloca é prática: porque os animais podem sofrer e os homens não? Paira a eterna dúvida.


Nos rodeios, os animais são submetidos a extrema  dor física, numa espécie de tortura,  o que, comprovadamente, afeta o sistema nervoso, causando-lhes sérios danos.

Já as provas de laço aumentam substancialmente os riscos de os animais terem lesões irreversíveis, pois são vítimas de sucessivas e violentas quedas.

Deslocamento de vértebras, rupturas musculares, lesões advindas do impacto na coluna, ruptura da medula espinhal e de órgãos internos, mortes imediatas, ou, pior, lentas e agonizantes. Por poucos segundo de prazer, o bicho homem violenta a integridade dos animais e não raras vezes os leva à morte e ao extremo sofrimento.

O fato se materializou na famosa festa de Barretos, no 2º dia de rodeios. Um bezerro teve que ser sacrificado após a prova de bullgdog na arena.

O animal, após ser brutalmente derrubado pelo peão, não se levantou, permanecendo mortalmente estático no chão numa cena que causou no mínimo constrangimento coletivo no local. Teve que ser retirado na carroceria de um veículo.

Um dos técnicos responsáveis pelos animais afirmou que o animal perdeu o reflexo das patas e teve de ser sacrificado, com a confirmação posterior de lesão nas vértebras da coluna cervical. Ficou tetraplégico e teve que ser sacrificado.




    Imagens da prova de bulldog, em que o bezerro foi derrubado e precisou ser sacrificado (Fonte: Estadão)


Que este fato sirva para pelo menos reacender a polêmica acerca do suposto “esporte” e sobre o tratamento dispensado aos animais ali envolvidos, os únicos sofredores nesta patética realidade.


Enquanto isso, acompanhemos o alarde e a comoção popular quando um peão for brutalmente pisoteado por um touro. Iremos sacrificá-lo caso ele fique tetraplégico em um acidente na arena?

Meditemos.

Thiago Pena